Sem aviso prévio, a importação mais cara de resinas de polietileno está prejudicando o Brasil. “Um setor tão importante para a economia nacional sofre um duro golpe, representado pelo encarecimento de matérias-primas, em um momento no qual enfrenta queda de produção de 6,37% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011, uma das piores performances de toda a indústria de transformação”, disse a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).
Segundo a companhia, essas resinas, que já tiveram seu imposto de importação aumentado de 16% para 20%, têm proteção muito acima da média mundial, de 7%. Um dos principais motivos desse desequilíbrio é que a proteção à importação dos insumos, como as resinas plásticas, é muito maior do que a dos manufaturados que o setor de tranformação produz.
As indústrias de transformados plásticos foram surpreendidas pela proposta do governo federal de aumentar a alíquota de importação de três de suas principais matérias-primas, com o intuito de estimular as indústrias locais. Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, eles não foram informados sobre esse projeto do governo. “Fomos pegos de surpresa”, disse. “A proposta beneficia apenas uma empresa no país”, afirmou, referindo-se à Braskem, maior petroquímica das Américas.
No entanto, para o setor plástico, a proposta para aumentar a taxa de resinas de polietileno de baixa densidade, linear e o de alta densidade será um tiro no pé. Esses produtos são utilizados para a produção, entre outros itens, das principais embalagens de cesta básica, alimentos, bebidas e produtos de limpeza. Também atual na área de saúde e construção civil.
O setor, que reduziu nos primeiros seis meses de 2012, em 41% o seu investimento em máquinas e equipamentos, dobrou nos últimos quatro anos o seu déficit comercial.
Folha

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