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31/07/2014

Parada da Braskem por mais de 1 mês no ABC, pode elevar preços das resinas termoplasticas no segundo semestre

A Braskem vai interromper a produção por 35 dias a partir de setembro.

Portanto, clientes, não deixem faltar produtos em sua empresa que dependam dessa matéria-prima.

Sacos, sacolas, bobinas, filmes de empacotamento, sacos para lixo....

Leia a matéria abaixo.

A Braskem vai interromper a produção por 35 dias a partir de setembro. O período será utilizado para manutenção e troca de equipamentos. Batizada pela empresa de “parada geral”, a paralisação ocorre a cada seis anos e é uma exigência legal que as petroquímicas têm que seguir. A última manutenção geral foi realizada em 2008. Desde então, a produção na Braskem ocorreu de forma ininterrupta. Apesar de os maquinários passarem por eventuais reparos no dia a dia, é somente nestes momentos de parada geral em que é possível fazer manutenção mais abrangente, como substituição de equipamentos. “É o momento de investir de modernização, melhorias nos nossos processos e aplicação de novas tecnologias”, afirma o diretor industrial da Braskem, Antonio Emilio Simões Meireles. A empresa calcula que cerca de 150 mil toneladas de produtos deixarão de ser produzidas por causa da paralisação.

Processo envolve 4 mil profissionais e flare é destaque
Cerca de 4 mil profissionais – principalmente soldadores, caldeireiros e montadores de andaime -, vão trabalhar durante os 35 dias para avaliar, reparar e trocar equipamentos em toda a planta da Braskem, o que vai gerar oportunidades de empregos temporários. Qual a primeira imagem que vem à sua cabeça quando o assunto é Polo Petroquímico de Capuava? É muito provável que você se lembre da chama da Braskem, que algumas vezes fica tão alta, que se torna visível de diversos bairros do ABC. O nome técnico do equipamento que solta este fogaréu, que acabou virando símbolo do Polo, é o “flare”, que será substituído durante a parada geral de setembro. A função do flare é descartar produtos que, por algum motivo, não saíram dentro da especificação correta. Um exemplo: o cliente exige da Braskem que determinado material tenha 99% de pureza, mas por um erro de produção ou quebra de algum equipamento, esse indicador não é alcançado, prejudicando o produto final.

Especificação rígida
Como o produto não pode ser reutilizado ou armazenado, resta à Braskem descartar o material, o que é feito através da queima no flare. Quanto maior a quantidade de produto que precisa ser descartada, maior é a chama. “A especificação dos nossos produtos é muito rígida”, explica o gerente industrial da Braskem, Alberto Amano. “Em alguns momentos a gente não pode enviar os produtos para os clientes, porque estão fora da especificação”. A Braskem garante que trabalha para minimizar os efeitos da queima dos produtos no meio ambiente.

08/04/2014

Reajustes opõem Braskem e transformadores

A elevação dos preços domésticos das resinas termoplásticas elevou a tensão entre transformadores plásticos e a Braskem, maior petroquímica das Américas. De um lado, os compradores de polietileno
(PE), polipropileno (PP) e PVC da petroquímica afirmam que houve aumentos em janeiro e fevereiro, com nova rodada já anunciada para o mês que vem. A Braskem, por sua vez, diz que segue à risca a políticacomercial de acompanhar a variação dos preços internacionais e há neste momento, inclusive, defasagem nessa comparação. De acordo com a Abiplast, a petroquímica teria aplicado um aumento médio de 6% em janeiro, outro de 8% em fevereiro e anunciado um novo reajuste para março, em médiade 4%. Já a companhia diz que haverá um aumento de 3% a 4% nos preços domésticos das resinas em fevereiro, numa tentativa de reduzir a defasagem de 8%, acumulada em 90 dias, em relação os preços internacionais da matéria-prima.

Valores incorretos
Nesse período, tomando como base os valores de outubro, as cotações do PE, do PP e do PVC, produzidos pela Braskem, de acordo com o vice-presidente da área de Poliolefinas e Renováveis da companhia, Luciano Guidolin, variaram entre decréscimo de 0,5% e aumento de 3,1%, enquanto no mercado internacional, considerando-se a variação cambial, a alta foi de até 10%. Sem o efeito do câmbio, essas cotações variaram de -0,5% a 2,3% no intervalo. Segundo ele, para março, ainda não há política de preços anunciada. "Vamos observar a flutuação dos preços no mercado internacional", diz. "Os valores colocados pela Abiplast não estão corretos e me surpreende não haver comentário sobre os meses de outubro e novembro, quando houve queda dos preços da Braskem". Do lado dos transformadores, as associadas à Abiplast têm promovido reuniões extraordinárias para avaliar o cenário de preços e o momento "dramático" do setor, segundo o presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho. Atualmente, afirmou, a rentabilidade dos transformadores de plásticos é em média 30% inferior à da indústria de transformação brasileira em geral. "Não queremos importar matéria-prima. Queremos preço local competitivo", afirma.

Câmbio

Segundo ele, hoje, os preços domésticos das resinas embutem um prêmio que varia de 30% a 40% em relação às cotações internacionais. Essa diferença, explica, deve-se à "incorporação" de impostos e outros gastos que incidem sobre a matéria-prima importada ao preço da resina produzida no Brasil.
Guidolin, porém, defende que não é correta a comparação entre preços de exportação de outros países e valores domésticos praticados no Brasil. "O certo é olhar preço interno. Os preços domésticos do Brasil são semelhantes aos preços internos na Europa", afirma. Nos últimos meses, as cotações internacionais das resinas subiram mais por causa do câmbio do que por algum desequilíbrio entre oferta e demanda, na avaliação de Roriz. E esse movimento foi acompanhado pela Braskem. "Mas, no Brasil, os aumentos são
potencializados pelo câmbio, uma vez que a resina é dolarizada", ressalta. Uma possível alternativa para os transformadores, que produzem desde copos plásticos até peças inteiras para automóveis, seria importar mais resina.


Crescimento de 8% na demanda por resinas
A conta final, porém, pode resultar em valores semelhantes aos praticados pela Braskem quando incluídos todos os gastos para internação do insumo, além de imposto de importação e eventuais medidas antidumping, conforme Roriz. Na avaliação da Braskem, a queixa dos transformadores não reflete a realidade da indústria, se observado o crescimento de 8% na demanda por resinas da companhia na comparação com 2012. "A demanda foi 8% superior refletindo a melhora da indústria", diz. A petroquímica destaca ainda que a importação expressiva de resinas mostra que o mercado brasileiro é aberto. "Não há barreiras à importação", diz Guidolin, referindo-se à crítica da Abiplast à adoção de medida antidumping provisória para as importações de PP da África do Sul, Índia e Coreia do Sul. Conforme a entidade, a medida representa 6% de acréscimo no preço do PP proveniente desses três países. "Coreia, África do Sul e Índia são os únicos com capacidade produtiva de PP que permite exportação, além dos EUA, que já foram alvo de antidumping", afirma Roriz. A Braskem, por sua vez, diz que há outras origens relevantes, como o Oriente Médio. No ano passado, a produção física nacional de transformados plásticos alcançou 6,66 milhões de toneladas, com alta de 0,13% frente ao ano anterior - a previsão, contudo, era de crescimento de 1,6%. O faturamento do setor, por sua vez, somou R$ 66,9 bilhões, o equivalente a expansão de 7%.

Fonte: www.eteno.com.br

Aumento nas resinas preocupa setor plástico.

Críticas são focadas na Braskem, que concentra a produção nacional e que acompanha os preços internacionais.

Os fabricantes de produtos plásticos acabados estão enfrentando dificuldades para repassar os aumentos das suas principais matérias-primas: as resinas termoplásticas. As críticas são focadas na Braskem, grupo que concentra a maior parte da produção nacional de resinas e que adota uma política de acompanhar os preços praticados no mercado internacional.
Valores da empresa evoluíram até 27,6%, em 13 meses, até fevereiro


O protesto dos transformadores quanto às elevações de preço parece unânime, o que não é uniforme são os patamares que dizem que são praticados. Um empresário, que prefere não se identificar, informa que, de setembro até agora, a Braskem elevou o preço do polipropileno em 26%. Segundo ele, apenas em fevereiro houve dois realinhamentos, um de 6% e outro de 4,2%. E há rumores que estão previstos mais dois reajustes, em função do custo com energia, até o final de março. “Hoje, se a gasolina aumentar 2%, o Brasil inteiro berra, mas quantas pessoas sabem que o polipropileno subiu 26%?”, indaga o transformador. O empresário enfatiza que está sendo muito difícil repassar os preços das matérias-primas aos seus clientes.
Já outro empreendedor aponta que o valor do polipropileno, de setembro para cá, subiu 8% e de junho até o momento elevou-se 16%. Apesar desses percentuais inferiores em relação aos divulgados pelo colega, o transformador concorda sobre o problema de repassar valores. “A coisa está complicada, muito complicada.” Ele destaca ainda que as companhias gaúchas que atuam nessa área confrontam a concorrência de grupos de outros estados, como o de Santa Catarina, que contam com incentivos fiscais em relação ao ICMS. O empresário também se queixa que o Sinplast-RS (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul) “fica quieto” em relação à situação.
O presidente do Sinplast-RS, Edilson Deitos, contra-argumenta que hoje o setor trabalha sob um monopólio que o sindicato, via a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), questiona no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Outro ponto que Deitos ressalta é que o sindicato foi contrário ao posicionamento da Braskem quanto à medida da Câmara de Comércio Exterior (Camex), tomada em janeiro, que aplicou direito anti-dumping provisório, por um prazo de até seis meses, às importações de resinas de polipropileno oriundas da África do Sul, Coreia do Sul e Índia.
Deitos enfatiza que as movimentações com a Abiplast estão sendo realizadas. “Mais do que isso, não tem o que fazer, temos que atuar em cima de dados”, sustenta o presidente. Deitos acrescenta que, mesmo com uma desoneração de PIS/Cofins que a Braskem obteve na cadeia, os últimos resultados da empresa não foram exorbitantes para justificar um posicionamento mais forte. De acordo com Deitos, de dezembro a fevereiro, houve um aumento médio do polipropileno e do polietileno de cerca de 8,5%, devido a variação do dólar e o incremento das resinas no mercado internacional. De dezembro de 2012 a dezembro do ano passado, a variação média das duas resinas foi de cerca de 27%.
Em nota, a Braskem afirma que tem uma política transparente, consistente e de longo prazo de alinhamento de seus preços internos de resinas às cotações internacionais, além da variação cambial. De janeiro de 2013 a fevereiro de 2014, conforme o comunicado, os preços da Braskem evoluíram 27,6%. No mesmo período, houve um aumento de 15,1% dos preços internacionais das resinas e uma valorização de 14,5% do dólar frente ao real. A empresa informa que esse tipo de variação pode ocorrer tanto para cima como para baixo. Para o mês de março, o preço da resina de polipropileno, por exemplo, deve ter queda de R$ 70,00 a R$ 100,00 por tonelada, a depender da linha de família de produto, em razão do comportamento dessas duas variáveis.
Sinplast-RS teme avanço dos produtos importados no mercado
Sobre a concorrência com os produtos internacionais, o diretor da consultoria MaxiQuim Otávio Carvalho comenta que os itens que podem ser transportados mais facilmente e que têm uma melhor logística apresentam um perigo maior para os similares nacionais, como é o caso dos segmentos de filmes e não-tecidos. O consultor confirma que a variação do dólar impactou no aumento do valor das resinas no Brasil, mas argumenta que, apesar das queixas dos transformadores, o custo não está fora do contexto internacional. “O preço lá fora também subiu”, diz.

Carvalho recorda que um dos obstáculos que os transformadores brasileiros enfrentam é que seus produtos não são tão dolarizados como as resinas e possuem características de mercado regional. Além disso, essas companhias sofrem pressão de todos os lados. Das companhias petroquímicas, suas fornecedoras, que sobem o preço das matérias-primas, e dos seus clientes, que normalmente são grandes grupos de setores como o de alimentos, bebidas e automóveis e, muitas vezes, fazem “leilões” para fechar os acordos com os transformadores.
Sobre a concorrência com os produtos internacionais, o diretor da consultoria MaxiQuim Otávio Carvalho comenta que os itens que podem ser transportados mais facilmente e que têm uma melhor logística apresentam um perigo maior para os similares nacionais, como é o caso dos segmentos de filmes e não-tecidos. O consultor confirma que a variação do dólar impactou no aumento do valor das resinas no Brasil, mas argumenta que, apesar das queixas dos transformadores, o custo não está fora do contexto internacional. “O preço lá fora também subiu”, diz.
Carvalho recorda que um dos obstáculos que os transformadores brasileiros enfrentam é que seus produtos não são tão dolarizados como as resinas e possuem características de mercado regional. Além disso, essas companhias sofrem pressão de todos os lados. Das companhias petroquímicas, suas fornecedoras, que sobem o preço das matérias-primas, e dos seus clientes, que normalmente são grandes grupos de setores como o de alimentos, bebidas e automóveis e, muitas vezes, fazem “leilões” para fechar os acordos com os transformadores.
Carvalho recorda que um dos obstáculos que os transformadores brasileiros enfrentam é que seus produtos não são tão dolarizados como as resinas e possuem características de mercado regional. Além disso, essas companhias sofrem pressão de todos os lados. Das companhias petroquímicas, suas fornecedoras, que sobem o preço das matérias-primas, e dos seus clientes, que normalmente são grandes grupos de setores como o de alimentos, bebidas e automóveis e, muitas vezes, fazem “leilões” para fechar os acordos com os transformadores.

Em um mercado globalizado, quando uma empresa vai perdendo competitividade, há o risco de ceder espaço para os concorrentes estrangeiros. O presidente do Sinplast-RS, Edilson Deitos, admite que existe a preocupação de que o preço elevado das resinas nacionais permita que entre no mercado brasileiro uma maior quantidade de produtos importados, provenientes de nações com custo de produção menor, como a China. Hoje, o dirigente estima em cerca de 10% a participação dos artigos transformados estrangeiros no mercado do País.

12/03/2014

Braskem e Finep fazem acordo para pesquisa de embalagem

A Finep irá dispor, em caráter de subvenção, um total de R$ 2,97 milhões. A Braskem, como contrapartida, investirá R$ 1,66 milhão.

A petroquímica Braskem e a Agência Brasileira de Inovação (FINEP) firmaram acordo de pesquisa para a produção de embalagens plásticas a partir da utilização da nanotecnologia.
A Finep irá dispor, em caráter de subvenção, um total de R$ 2,97 milhões. A Braskem, como contrapartida, investirá R$ 1,66 milhão.
A iniciativa, a ser realizada no centro de tecnologia da Braskem, localizado no polo petroquímico de Triunfo (RS), será destinada ao desenvolvimento de resinas plásticas com alta barreira a gases, vapores e solventes químicos.
Tais produtos serão utilizados na fabricação de embalagens rígidas e flexíveis de polietileno e polipropileno.
O projeto deve ser concluído até o final de 2016.


Fonte: Exame

26/02/2014

Produção de embalagens plásticas flexíveis cresce 3,5% em 2013 no Brasil.

A indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis registrou um crescimento de 3,5% em 2013 quando comparado com o ano anterior, atingindo um volume de 1,88 milhão de toneladas produzidas. Já o faturamento cresceu 14,4% em 2013, saltando de R$ 12 bilhões em 2012 para R$ 13,7 bilhões.
Os dados fazem parte de pesquisa contratada junto a Maxiquim e divulgada dia 20 de fevereiro, em São Paulo, com exclusividade para os associados da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).
Historicamente, o setor registra taxas médias de crescimento de 3,6% e 6,8%, respectivamente, em volume e faturamento, desde 2006.
Ainda de acordo com o levantamento, as exportações de embalagens plásticas flexíveis, também cresceram em 2013, atingindo 60 mil toneladas , número muito próximo aos resultados de 2010 e 2011 e que marca um crescimento de 13,6 %. Em 2012 foi registrada queda no volume das exportações: 53 mil toneladas.
Em 2013 as importações do setor caíram 8,3%, saindo de 136 mil toneladas em 2012, para 124 mil toneladas. 
Com tais indicadores, o consumo aparente de embalagens plásticas flexíveis foi de 1,940 milhão de toneladas no último ano, com alta de apenas 2,3% em relação ao ano anterior. O principal mercado para as embalagens plásticas flexíveis continua sendo o alimentício, respondendo por cerca de 30% da demanda.
Apesar das expectativas expressivas de crescimento em 2014, com destaque para bebidas, os analistas não acreditam que as altas serão suficientes para alterar o resultado. O setor deverá fechar 2014 com um crescimento moderado, semelhante ao registrado em 2013.

Fonte: Monitor Digital