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27/10/2015

O Valor das Embalagens Flexíveis na Redução do Desperdício de Alimentos.

A RES Brasil é membro do Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ABRE e tem a honra de compartilhar com vocês este importante relatório.


O Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ABRE encabeçou o projeto de tradução da cartilha produzida pela FPA – Flexible Packaging Association – entidade norte-americana representativa da indústria de embalagens flexíveis no país, motivado pelo projeto sobre economia circular e a valorização da função da embalagem na prevenção de perdas, que vem desenvolvendo juntamente com a Cetesb e Fundação Ellen MacArthur.
A discussão acerca da prevenção da perda e desperdício de alimentos está hoje na pauta da sociedade mundial, engajando as Nações Unidas, governos, empresas, entidades e ongs na defesa desta causa, percebendo a gravidade do tema tanto pelos impactos ambientais desse desperdício, como pela vertente social frente à problemática da falta de alimentos para uma parcela da população mundial.
Esta é a primeira vez que a ABRE publica um material que trata especificamente de um único tipo de embalagem. Contudo, o Comitê entendeu que este exemplo caldado em estudos com embalagens flexíveis é pertinente a toda a indústria de embalagens e irá esclarecer o tema de forma objetiva e inspiradora para todo o setor, incentivando novos estudos e publicações.
A cartilha traz análises científicas que demonstram comprovadamente o verdadeiro ganho para o meio ambiente na prevenção das perdas de alimentos por meio do devido acondicionamento dos produtos, o que se aplica a todas as embalagens.
Esperamos que mais estudos sejam realizados em nosso país para que possamos identificar possíveis gargalos com base nos costumes de nossa sociedade, e como melhor direcionar as tecnologias de embalagens e a comunicação ao consumidor para evitar as perdas e desperdício de alimentos.

Fonte: www.resbrasil.com.br

16/03/2015

Criatividade no código de barras dos produtos

Código de barras,  uma representação gráfica de dados numéricos / alfanuméricos. Ou além da função decorativa, pode ser uma ótima maneira de adicionar valor à marca e envolver os clientes. Confira alguns exemplos bem criativos.

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10/02/2015

6 REGRAS FUNDAMENTAIS PARA AJUDAR VENDEDORES A VENDEREM MAIS

6 REGRAS FUNDAMENTAIS PARA AJUDAR VENDEDORES A VENDEREM MAIS

Os tempos mudam, as pessoas mudam e a forma como vendemos também muda. Querendo ou não. Você está preparado?
“Qualquer pessoa pode ter o seu carro pintado da cor que quiser, contanto que seja preto”. – Henry Ford
Essa famosa frase de Henry Ford revela a sua estratégia para produção em massa do modelo T – e para lançar a grande revolução do século passado. Durante quase 100 anos, essa atitude também definiu a estratégia de base da maioria das organizações de vendas.
O cliente pode ter qualquer produto ou serviço que quiser, contanto que nós digamos a eles o que eles podem ter. Essa era a filosofia empresarial e de vendas de aproximadamente 100 anos atrás.
Porém, com os avanços tecnológicos dos últimos 20 anos – tempo em que a cultura de vendas tem sido totalmente transformada pela internet – muita coisa mudou. O cliente está começando a assumir o comando das negociações. Como os clientes de hoje têm uma sensação de poder, é compreensível que eles estejam plenamente conscientes das opções e soluções disponíveis para eles.
O consumidor hoje não está mais disposto a se contentar com um produto, só porque um profissional de vendas diz que é uma boa escolha. A maioria dos clientes, nos dias atuais, não está mais necessariamente buscando por produtos. Ao invés disso, eles estão interessados em encontrar soluções que irão ajuda-los a alcançar um resultado específico. Por essa razão, os profissionais de vendas devem parar de pensar em simplesmente empurrar produtos.
A maneira mais fácil de fechar negócios nos dias de hoje encontra-se primeiramente em ser sensível às necessidades do cliente e, em seguida, adotar uma abordagem flexível e criativa, para personalizar produtos e soluções que ajudam os clientes a alcançar os resultados desejados.
Fazendo uma breve analogia, os clientes não querem, toleram, nem precisam de um vendedor de soluções prontas, que bate na porta das empresas ou casas e empurra algo sem saber. Infelizmente, durante muito tempo foi assim que funcionou o trabalho da equipe de vendas: oferecendo, pacotes, produtos e serviços, nem um pouco alinhados às necessidades do mercado e de seus clientes.
Já está claro para qualquer pessoa que seja bem esclarecida que não é isso que as pessoas buscam. Não é esse tipo de empresa que as pessoas buscam para serem seus parceiros de negócios. Então, o que os clientes buscam?
As pessoas e empresas querem vendedores que mapeiem suas necessidades antes de oferecer qualquer coisa pensando apenas na comissão e em mais um pedido. As pessoas querem outras pessoas que escutem, mapeiem e proponham soluções realmente alinhadas à sua realidade.
Estamos em um momento em que ser um vendedor pangaré não é suficiente. As pessoas buscam por verdadeiros vendedores especialistas, que entendam sobre seus produtos e sobre as necessidades dos clientes, mas antes de tudo, que entendam como se relacionar com as pessoas.
Nossa experiência e os estudos que viemos fazendo ao longo dos anos, nos ajudaram a identificar 6 regras fundamentais para ajudar os vendedores a pensarem fora da caixa e aprenderem com os clientes.
Você está pronto para focar nas necessidades do cliente e aumentar suas vendas?
#1. Comece a pensar em como você pode ajudar os clientes a alcançar os objetivos
Quando começamos a pensar que temos que ajudar os clientes a satisfazer suas necessidades, evitamos ficar presos a uma mentalidade focada em vender produtos.
Até bem pouco tempo atrás, conseguiríamos facilmente empurrar uma solução qualquer para o cliente, prometendo mundos e fundos e deixando-o na mão assim que o contrato fosse fechado. Hoje em dia, isso já não acontece mais com tanta facilidade.
Primeiro, porque depois que um vendedor sai de uma reunião de vendas, a primeira coisa que compradores fazem é pesquisar na internet tudo o que podem sobre a empresa que ele representa. Portanto, reclamações, frustrações, promessas não cumpridas e outros problemas que você pode ter tido há tempos atrás, podem estar impedindo você de fazer negócios hoje.
Segundo, porque as pessoas não estão muito interessadas no que você fez pelos outros. Seus cases de sucesso apenas asseguram a sua competência, mas não demonstram que por isso as empresas têm que contratar o que você vende.
Pense em ajudar os clientes a superarem seus desafios, suas dificuldades e a combaterem o prejuízo. Esses precisam ser os princípios norteadores de todo vendedor que queria ser bem recebido pelos clientes. Com isso acabamos maximizando nossa capacidade de permanecermos flexíveis e criativos às necessidades dos clientes.
#2. Pense no seu produto como parte do valor que você oferece
Do dia para a noite, a filosofia de vendas passou do foco em produtos ou serviços, para o foco em interações e resultados. O objetivo do vendedor não é mais vender um produto ou serviço para seus clientes.
Hoje em dia, o objetivo dos vendedores é ajudar seus clientes a serem sempre bem sucedidos. E para isso, o vendedor precisa vender valor, não produtos ou serviços. O seu produto é parte do valor que você vai agregar para a rotina dos clientes.
Além do seu produto, conta também o seu atendimento, sua espontaneidade, sua falta de ansiedade, sua segurança, sua aparência, sua linguagem corporal e a sua experiência em solucionar os problemas de seus clientes.
Profissionais de vendas altamente bem-sucedidos querem ser valorizados pela sua competência, experiência e capacidade de colaborar com os clientes, e criar soluções personalizadas para entregar resultados específicos.
O produto ou serviço é definitivamente uma parte da solução, mas o vendedor bem sucedido também precisa trabalhar com o cliente para posicionar seu serviço de forma única, além de implantar essa solução dentro da organização para produzir o máximo de benefícios, o que aumenta o valor para todos.
Antes de vender um produto ou serviço, o vendedor vende a imagem, suas opiniões, sua capacidade de resolver o problema do cliente. Seu produto é apenas uma parte do valor que você tem a oferecer.
#3. Use um ciclo de vendas mais longo
A natureza desse novo processo de vendas colaborativo e mais criativo pode exigir um ciclo de vendas mais longo do que você está acostumado, mesmo para os produtos que possam ser considerados commodities.
Você precisa dar tempo para realmente conhecer o cliente e entender a sua situação, seus problemas e ansiedades. Isso pode exigir várias conversas durante semanas, ou até mesmos alguns meses.
Esse processo mais longo vai testar a sua maturidade e ansiedade. Não querer vender a qualquer custo e mostrar que não está com pressa para empurrar uma solução, fará com que as pessoas tenham mais confiança em você como vendedor e naquilo que você oferece.
Você também precisa dedicar-se a fazer mais perguntas e processar rapidamente as respostas, pesquisando soluções e desenvolvendo recomendações personalizadas.
O ciclo de vendas maior geralmente exige um nível de confiança mais elevado entre a sua empresa e o cliente. Essa abordagem leva a grandes negócios com margens mais elevadas, com maior potencial para o desenvolvimento de relacionamentos de longo prazo, que possibilitam o aumento da receita ano a ano.
#4. Concentre-se em oferecer soluções genuínas
O cliente deve se sentir absolutamente confortável durante todo o processo comercial.
Infelizmente, alguns vendedores fingem interesse nas necessidades e nos objetivos do cliente, apenas para terem brechas e levarem a conversa na direção que eles querem (empurrando as soluções para os clientes, de qualquer forma).
Isso pode prejudicar a relação ou impedir que uma venda se concretize. Quando o vendedor começa a passar à frente do momento de compra do cliente, o cliente começa a desconfiar da venda. O cliente começa a duvidar das intenções do vendedor e com isso, da competência da empresa para detectar e realmente resolver o seu problema.
Os clientes não vão tolerar serem manipulados dessa maneira. Uma vez que eles sentem que você está manipulando-os com um discurso para entregar uma solução que não está de acordo com o que eles querem, sem parar para ouvir o que eles realmente precisam e entender os resultados que eles precisam alcançar, vão simplesmente dar um passo para trás e se tornarão ainda mais resistentes.
Você como vendedor, deve assegurar que não vai ultrapassar a barreira entre o momento de o cliente comprar e a sua necessidade de vender o produto.
#5. Diga a verdade
Mesmo que isso signifique dizer o que os seus clientes não querem ouvir. A verdade pode acabar tornando os clientes cada vez mais próximos da sua empresa, pela sua autenticidade, preocupação e comprometimento real com os clientes. Esta é uma prática difícil de seguir, mas pode ser fundamental para ajudar a desenvolver o tipo de credibilidade que você precisa para ganhar o cliente.
Todo vendedor quer vender para todos os clientes e prospects. Mas, nem sempre a solução que você oferece é a que o cliente está precisando no momento. Ele pode precisar de algo parecido com o que você faz, mas não necessariamente o que você tem a oferecer.
Como regra geral, os vendedores são competitivos, e eles trabalham muito duro para ganhar novos negócios. No entanto, nunca deixe o desejo de fechar uma venda fazer com que você prometa algo que é incapaz de produzir, ou algum resultado que o cliente quer, e que você não vai alcançar.
Seja verdadeiro, mesmo que o cliente peça e prometa a você uma grande quantia em dinheiro. Siga os princípios de sempre ajudar seus clientes a solucionarem seus problemas da melhor maneira possível. Mesmo que isso signifique sair de cena e deixar que ele compre de outro fornecedor. Sem dúvida, o cliente vai lembrar-se da sua integridade da próxima vez que vocês conversarem, se você sempre prezar pela verdade. Seja sincero e verdadeiro em suas propostas.
#6. Saiba quando afirmar a sua experiência em vendas
Como um vendedor profissional qualificado, haverá momentos durante o processo de vendas, que pode ser importante para você recomendar as suas soluções ou dar palpites nos negócios do cliente.
Porém, não faça isso no começo da negociação. Normalmente o momento da recomendação só surgirá ao final do processo, depois que você constrói um forte relacionamento com o cliente e ele acaba pedindo por isso.
E para que você seja ouvido, é recomendado que você não atropele as coisas. Quando você sai atropelando e batendo no peito que as pessoas têm que ouvir o que você tem a dizer, você corre o risco de ser ridicularizado. Você só terá a autoridade que quer para ser ouvido e apresentar suas soluções, depois que desenvolver um profundo conhecimento dos desejos e necessidades do cliente e de todos os seus gostos e escolhas.
Em última análise, o cliente é quem sabe mais sobre suas necessidades de negócio e sempre optará pelas soluções as quais se sente mais confortável. Depois de ter feito a sua recomendação, você deve estar disposto a confiar no cliente e deixar que ele faça a escolha que sente melhor para o momento da sua empresa.
Se você mantiver o compromisso de ser flexível, criativo e colaborativo durante o resto do processo, você pode confiar que o cliente vai fazer a melhor escolha para ambos os lados. Tenha compromisso com a integridade. A competência de uma empresa e de um vendedor são medidas não apenas pela abordagem bem sucedida do processo de vendas, mas também pelo respeito ao momento do cliente, autenticidade na proposta e condução competente do processo de vendas.
Um bom vendedor não é apenas aquele que prospecta ou negocia com verocidade e ambição, mas aquele que acompanha o processo de levantamento de necessidades dentro do cliente e conduz o processo comercial com a leveza, e paciência necessária para criar confiança mútua em seus potenciais clientes.
Lembre-se que um bom jogador não é aquele que sai nos primeiros minutos de jogo atrás da bola e quer fazer um gol a qualquer custo, mas sim, aquele que tem a paciência e conhecimento para esperar o momento certo de dar 100% do seu potencial em um lance maravilhoso e fazer o gol. Seja profissional. Espere o momento certo. Envolva o cliente. Escute suas necessidades, ganhe confiança e autoridade aos poucos. Assim, no momento certo, faça a sua jogada.

03/02/2015

6 passos para criar uma embalagem impecável

Saiba como embalar um produto da melhor maneira e conquistar seu cliente.

Embalagens sofisticadas, modernas e personalizáveis. Esse é um dos trunfos que uma empresa deve apostar para conquistar os clientes. Ter as ferramentas adequadas para criar embalagens lindas é um dos requisitos para ter sucesso, mas, obviamente, ela não é a única forma.

Nem todos os empreendedores têm tempo para desenhar suas próprias embalagens, mas, mesmo aqueles que terceirizam a tarefa, devem conhecer de perto as etapas do processo para poder avaliar melhor o trabalho contratado.

Confira as dicas do especialista em design Fabio Mestriner, professor coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, para ter um resultado impecável:

1) Entender o produto

A embalagem é a expressão do conteúdo. Não é possível desenhá-la sem conhecer profundamente o produto. Suas características, sua composição, seus diferenciais de qualidade e seus principais atributos precisam ser bem compreendidos.

2) Conhecer o consumidor

Saber quem compra e usa o produto é fundamental para estabelecer um processo de comunicação efetiva por meio da embalagem. As características desse consumidor, seus hábitos e suas atitudes em relação ao produto e, principalmente, a motivação que o leva a consumi-lo são um pontos-chaves que o designer deve conhecer.

3) Compreender o mercado

O mercado em que o produto circula tem suas características próprias. Tem história, dimensões e perspectivas. É um cenário concreto que precisa ser conhecido, estudado e analisado para que o design não seja um salto no escuro. O fabricante do produto deve fornecer as informações de que dispuser sobre o setor ou buscá-las nas fontes de pesquisa para subsidiar o projeto.

4) Saber quem é a concorrência

Por melhor e mais bonito que seja o design, ele não será eficaz se não conseguir enfrentar a concorrência no ponto de venda. Conhecer as condições em que se dará a competição é fundamental. Estudar cada um dos concorrentes, analisar a ling
uagem visual da categoria e compreendê-la são pontos importantes para o sucesso do projeto.

5) Conhecer o processo de produção

O designer precisa conhecer vários pontos antes de conceber a embalagem: como é a linha de produção e embalagem, a estrutura dos materiais utilizados, as técnicas de impressão e decoração, o fechamento e a abertura, os desenhos ou as plantas técnicas da embalagem a ser desenhada. Isso ajuda a obter o máximo dos recursos disponíveis e evitar erros que podem prejudicar o projeto.


6) Ter objetivos claros

O designer precisa entender por que está desenhando a embalagem e o que se busca com o projeto. Os objetivos de marketing e as diretrizes comerciais do produto precisam ser comunicados claramente. Depois de concluído todo o processo, cabe ao designer e ao cliente testarem a efetividade do produto final, indo ao ponto de venda e conversando com os clientes.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

26/01/2015

Indústria do plástico receia perda de competitividade do setor

O aumento do preço da energia previsto para 2015 deve reduzir ainda mais a competitividade do setor industrial do plástico no Brasil.
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), manifesta sua apreensão com a tendência: “Enquanto lá fora a energia cai, aqui sobe. Nossos concorrentes terão acesso a energia, mão de obra e matéria-prima mais baratos do que nós”.
A indústria brasileira de plásticos registrou, no ano passado, um decréscimo de 2,7% na produção e de 6,45% no faturamento, segundo estimativa da entidade.
Em função desse quadro, Coelho afirma que o segmento poderá ampliar o número de demissões em 2015. Em 2014, 3.000 vagas foram fechadas – a indústria de plásticos emprega cerca de 353 mil pessoas.
“Em um primeiro estágio de crise, as empresas dispensam o mínimo possível, porque não querem perder o pessoal treinado. No segundo estágio, os desligamentos tendem a ser mais numerosos”, afirma o presidente da Abiplast.
Coelho diz também que as empresas brasileiras do setor de transformação de plástico ainda não sentiram o impacto da queda no preço do petróleo (do qual é derivada a nafta, que é usada na fabricação de resinas plásticas).
“No Brasil, praticamente só existe uma fornecedora [a Braskem] de matérias-prima plásticas. É difícil a negociação [de preços] chegar a nós.”
Por meio de nota, a Braskem informou que, desde o mês de dezembro, os preços das resinas plásticas no mercado brasileiro são ajustados de acordo com a  tendência internacional. Acrescentou ainda que o alinhamento de preços na cadeia “varia ao longo do tempo, a depender do volume de estoques, equilíbrio de oferta e demanda por produto e por região, oscilações das taxas de câmbio, entre outros fatores”.

Fonte: Abiplast / Folha de S. Paulo

Crise das montadoras afeta indústrias na região de Jundiaí

Com a crise das montadoras de veículos, e as incertezas econômicas para este ano, as indústrias de materiais plásticos sentem as consequências. As empresas já reduziram suas produções em pelo menos 5%. Nesta quarta-feira o Governo decidiu manter a taxa de juros alta, elevando a Selic para 12,25%, o que encarece os serviços financeiros.
Na Região de Jundiaí, 10% das maiores injetoras do País estão com a produção em ritmo lento.
Pelo menos três mil trabalhadores ficaram em férias coletivas e, voltaram essa semana.
De acordo com o presidente do Sindiplástico de Jundiaí e Região, João Henrique dos Santos, o número é um dos maiores dos últimos anos.  “Se as montadoras não produzem, elas também não compram as peças das indústrias plásticas. É uma cadeia. O efeito cascata preocupa”, ressalta João Henrique.
Com as incertezas econômicas e também com a discussão de mudanças em benefícios trabalhistas e previdenciários, a preocupação é também com o impacto aos trabalhadores e a população de baixa renda. “O setor plástico na Região emprega mais de 10 mil trabalhadores. Pelo menos 30% estavam em férias coletivas. Estamos atentos ao cenário econômico e trabalhando para que não soframos mais consequências dessas incertezas”, explica João Henrique.

Apagão provocou prejuízo de R$23 mi na indústria de plásticos.

Com o apagão de segunda-feira, 19 de janeiro, a indústria plástica contabilizou perdas de aproximadamente R$ 23 milhões com matéria-prima danificada, mão-de-obra ociosa e danos a equipamentos.Leia aqui.

Fonte: Folha de São Paulo, 23/01/2015
Por Joana Cunha

Depois do baque de 2014, o plástico continua sob fogo cerrado este ano, constata o presidente da Abiplast.

Entrevista da Revista Plásticos em Revista ao Presidente da Abiplast, Ricardo Roriz Coelho.
Edição 610.

A transformação de plásticos no Brasil amargou queda de 2,7% no ano passado e viu sua produção sair de 6,42 para 6,24 milhões de toneladas. Em valor, o tombo foi de 6,4%, chegando a R$ 64,47 bilhões. A previsão brandida em janeiro pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) é de crescimento de 1% em 2015, variação suficiente apenas para superar o volume de 2010. Este ano, em tese, deverá ser de ajustes econômicos no plano geral, se o governo Dilma 2 reprimir sua ideologia e deixar a equipe de Joaquim Levy trabalhar. Além dessas questões internas, a indústria vai sofrer com os respingos do cenário mundial, incluindo efeitos da exploração do xisto norte-americano, crise na zona do euro, petróleo ladeira abaixo e desaceleração chinesa. Para complicar, antevê José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade, vai faltar água de forma generalizada a partir de março na Grande São Paulo, onde está concentrada uma picanha da transformação nacional de plástico. Nesta entrevista, Roriz dimensiona o tamanho da encrenca ou, conforme o clima do leitor, do desafio. A propósito, procurado por Plásticos em Revista, Carlos Fadigas, presidente da Braskem e porta-voz da petroquímica nacional, preferiu não falar sobre a conjuntura pela ótica das resinas.
PR – Em 2014, a produção de transformados plásticos caiu 2,7% em volume e 6,4% em valor. Exportações continuam pífias e importações cresceram 6% em volume e 3% em valor. Como esse caso pode se repetir em 2015 e até piorar, é o caso de a Abiplast trocar o discurso da competitividade e inovação pelo da sobrevivência básica do setor?
Roriz – Não enxergo uma solução para o problema de competitividade da indústria em curto e médio prazos. O Brasil tinha uma equipe econômica sem credibilidade e, ao se colocar três pessoas competentes, o governo queria que isso voltasse de uma hora para outra. Sem credibilidade não se faz nada, mas ela sozinha não basta para impulsionar o PIB para cima.
PR – Essa credibilidade é afetada por estarmos caminhando para uma crise institucional?
Roriz – Não concordo com o que o economista John Maynard Keynes falou sobre o empresário precisar ter um instinto animal. Antigamente poderia ser, mas hoje os empresários trabalham com fatos, dados, números e projeções. Delfim Netto, no nosso Seminário Competitividade realizado em setembro passado, disse que  o país voltará a crescer quando recuperar a credibilidade. Mas existe a condicionante política. Aliás, o desemprego de 2015 será maior. A indústria automobilística começou a demitir. Os setores de açúcar e álcool e a construção civil têm problemas, tal como a indústria de petróleo e gás. São setores que puxam a economia. De 300 setores, o único que está bem, a meu ver, é o de higiene pessoal. Em 2015 haverá aumento do desemprego, bem como aperto para atingir os indicadores estabelecidos pela nova equipe econômica e uma presidente que politicamente sofrerá pressões de todos os lados. Para complicar, a cada dia aparece um fato novo sobre o escândalo da Petrobras.
PR – E como a indústria do plástico sobrevive nesse cenário?
Roriz – O instinto animal para o investimento não existe mais, mas o instinto de sobrevivência do empresário, sim. Se o empresário começa a não ganhar dinheiro, ele demite, deixa de recolher impostos, sonega e não paga os bancos. Estamos indo por esse caminho. 
PR – Pelo acompanhamento da Abiplast, como avalia a incidência de pedidos de falência e recuperação judicial por transformadores em 2014? 
Roriz – Se não houver uma solução para a indústria de forma geral, em 2015, haverá muito problema de liquidez entre vários segmentos, plástico incluso.
PR – A rota do gás de xisto, recessão na Europa, recuperação incerta nos EUA, desaceleração da China e queda nos preços do petróleo embutem quais prováveis consequências para a transformação brasileira  em 2015? 
Roriz – Os preços de petróleo estão caindo e há um interesse norte-americano nisso. Há vantagem para os EUA em afetar negativamente a Rússia, o que, em termos de geopolítica, é um desastre. De outro lado, com o petróleo mais barato, saem do mercado novos investimentos em gás de xisto e em produtos não convencionais. Ou seja, os EUA ganham na política, mas perdem na economia. Porém, como eles são o maior comprador de petróleo do mundo, a commodity mais competitiva gera benefícios. A economia norte-americana, que já vinha melhorando, irá continuar em viés positivo, com energia barata e investimentos voltando. A queda nos preços do petróleo também será boa para a Europa, que precisa do produto de fora. Grandes perdedores nessa equação são Venezuela, Rússia e Irã, economias  dependentes da venda de petróleo. Não é de interesse dos EUA, no entanto, que os preços do petróleo continuem muito baixos em longo prazo. Os investimentos na petroquímica norte-americana permanecem intocáveis e estão mais competitivos. Além de ter gás abundante, existe agora a possibilidade de comprar nafta a preço mais atraente.
PR – E como fica a indústria daqui? 
Roriz – Para a transformação de plástico no Brasil a situação é ruim, pois lá fora os preços das resinas tendem a cair e aqui eles são mantidos altos de forma artificial. Nossa concorrência vai ficar pior. A valorização do Real normalmente melhora a competitividade da indústria. Mas no Brasil, como a matéria-prima absorve imediatamente as variações de câmbio e o transformador não consegue repassar o aumento devido à concorrência, não haverá ganho para a indústria de transformação. 
PR – A China ultrapassou os EUA e hoje é o maior exportador de transformados de plásticos para o Brasil. Isso é uma tendência sem volta?
Roriz – Em volume, sim. Mas o valor agregado dos EUA é três vezes maior do que o da China. Os EUA exportam para cá só coisa boa, a exemplo de laminados de sete camadas para a indústria de carnes.
PR – Por quais motivos o delta entre preços internos e internacionais de poliestireno (PS) é bem menor nos gráficos da Abiplast  que os das demais resinas?
Roriz – Porque há concorrência.
PR – No plano geral, a indústria, perdeu o status de grande empregadora que tinha no passado. Hoje essa posição é detida pelo setor de serviços e a automação da manufatura encolhe o número de funcionários. Tem cabimento, portanto, a transformação de plásticos insistir em passar a imagem pública de grande empregadora?
Roriz – A grande vantagem da indústria de plásticos é que ela convive muito bem com centros urbanos. Há uma política em grandes metrópoles no mundo de colocar em bairros mais pobres indústrias que não poluem e não consomem muita água e energia, visando criar emprego e evitar que o morador vá para os centros para trabalhar. O plástico é muito democrático, está no Brasil inteiro. Qualquer cidade de mais de 50 ou 100.000 habitantes tem uma fábrica de artefatos plásticos. Essa indústria pode ser uma importante solução para os centros urbanos. Ela está saindo das cidades maiores e indo para o interior, o que, em algum tempo, pode criar problemas nos centros assim abandonados. 
PR – Qual é o efeito da crise hídrica sobre a transformação de plásticos paulista?
Roriz – Felizmente, a indústria de plástico consome menos água do que outros segmentos. Cerca de 70% das empresas possuem programas de tratamento e reuso de água, algumas em maior escala, outras em menor. Ainda assim, haverá um impacto econômico muito forte e provavelmente haverá indústria parando por falta de água.
PR – Os associados da Abiplast falam em transferir equipamentos para outros estados?
Roriz – Não. O que eles tentam agora são concessões para poços artesianos, por exemplo.
PR – Teve notícias de bancos serem mais seletivos na concessão de financiamento por causa disso?
Roriz – Matematicamente, faltará água a partir de março. Os setores intensivos em água terão mais dificuldade em uma série de aspectos.
Fonte: www.plasticosemrevista.com.br