O aumento do preço da energia previsto para 2015 deve reduzir ainda mais a competitividade do setor industrial do plástico no Brasil.
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), manifesta sua apreensão com a tendência: “Enquanto lá fora a energia cai, aqui sobe. Nossos concorrentes terão acesso a energia, mão de obra e matéria-prima mais baratos do que nós”.
A indústria brasileira de plásticos registrou, no ano passado, um decréscimo de 2,7% na produção e de 6,45% no faturamento, segundo estimativa da entidade.
Em função desse quadro, Coelho afirma que o segmento poderá ampliar o número de demissões em 2015. Em 2014, 3.000 vagas foram fechadas – a indústria de plásticos emprega cerca de 353 mil pessoas.
“Em um primeiro estágio de crise, as empresas dispensam o mínimo possível, porque não querem perder o pessoal treinado. No segundo estágio, os desligamentos tendem a ser mais numerosos”, afirma o presidente da Abiplast.
Coelho diz também que as empresas brasileiras do setor de transformação de plástico ainda não sentiram o impacto da queda no preço do petróleo (do qual é derivada a nafta, que é usada na fabricação de resinas plásticas).
“No Brasil, praticamente só existe uma fornecedora [a Braskem] de matérias-prima plásticas. É difícil a negociação [de preços] chegar a nós.”
Por meio de nota, a Braskem informou que, desde o mês de dezembro, os preços das resinas plásticas no mercado brasileiro são ajustados de acordo com a tendência internacional. Acrescentou ainda que o alinhamento de preços na cadeia “varia ao longo do tempo, a depender do volume de estoques, equilíbrio de oferta e demanda por produto e por região, oscilações das taxas de câmbio, entre outros fatores”.
Fonte: Abiplast / Folha de S. Paulo
Fonte: Abiplast / Folha de S. Paulo
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